sábado, 19 de maio de 2012

Benção ou Maldição?



“Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida...”

(Deuteronômio 30:19)




Como pastor, convivendo diariamente com o rebanho do Senhor, tenho observado algo preocupante: muitos conhecem as promessas da Palavra de Deus, mas poucos experimentam a plenitude dessas bênçãos.

Surge então a pergunta:
Onde está o problema?
Por que tantas promessas parecem distantes?

A resposta não está escondida. Está bem perto de nós.

Em Deuteronômio 30, Moisés apresenta ao povo duas opções: vida ou morte, bênção ou maldição. Ele deixa claro que a decisão estava no coração e na boca do próprio povo.

O princípio continua o mesmo hoje. Deus não mudou. Sua Palavra permanece.


A BOCA REVELA O CORAÇÃO

Jesus declarou:

“A boca fala do que está cheio o coração.”
(Mateus 12:34)

O que está no coração é manifestado pelas palavras. E as palavras liberam consequências.

Provérbios 18:21 afirma:

“A morte e a vida estão no poder da língua.”

Isso significa que nossas palavras têm impacto real. Elas constroem ou destroem. Abençoam ou ferem. Aproximam ou afastam.

Muitos desejam milagres, prosperidade espiritual, paz familiar — mas continuam declarando derrota, crítica, murmuração e incredulidade.

A lei da semeadura é clara:
O que o homem semear, isso também colherá.


O PERIGO DAS PALAVRAS DENTRO DE CASA

Quantos filhos crescem ouvindo críticas constantes à igreja, ao pastor, ao louvor, aos irmãos?

Comentários feitos sem cuidado, após o culto ou à mesa, vão formando convicções no coração dos filhos. E, quando crescem, abandonam a fé — não por falta de ensino, mas pelo ambiente que absorveram.

Não podemos culpar a Deus por frutos que nasceram de sementes plantadas por nossas próprias palavras.

Provérbios 21:23 ensina:

“O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias.”

Quem aprende a controlar a língua evita muitas dores.


  RESPONSABILIDADE ESPIRITUAL

Quanto mais conhecemos a Palavra, maior é nossa responsabilidade.

Jesus ensinou que a quem muito é dado, muito será cobrado (Lucas 12:48).

Moisés, por falar de forma precipitada, não entrou na Terra Prometida (Números 20). Isso nos mostra que palavras têm peso.



Tiago também adverte:

“Se alguém supõe ser religioso, mas não refreia a língua, sua religião é vã.”
(Tiago 1:26)

Não adianta edificar com atitudes e destruir com palavras.


ESCOLHA HOJE

A felicidade bíblica está ligada à forma como usamos nossa língua.

Pedro escreveu:

“Quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal.”
(1 Pedro 3:10)

Ser feliz, viver dias abençoados e experimentar as promessas de Deus não é questão de sorte. É questão de decisão.

Você escolhe.

Vida ou morte.
Bênção ou maldição.
Edificação ou destruição.

Talvez hoje seja o dia de fechar a boca para a murmuração e abrir os lábios para a gratidão.
De parar de lançar palavras negativas e começar a semear fé.

A escolha está diante de você.

Que escolhamos a vida.

Deus abençoe.

Pastor Marcos Gomes




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