quinta-feira, 26 de março de 2015

Amor: O Sentimento que se Torna Doação

“Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nada em troca; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo.”
(Lucas 6:35)

O amor é uma das palavras mais usadas e, ao mesmo tempo, mais mal compreendidas da humanidade. O mundo define o amor como um sentimento que depende de reciprocidade, emoção ou conveniência. Mas Cristo apresenta um amor completamente diferente um amor que doa, que serve e que permanece, mesmo quando não é correspondido.

Jesus ensinava Seus discípulos não apenas a sentir amor, mas a viver o amor como um princípio ativo da vida cristã.

O amor bíblico não é apenas um sentimento.    É uma decisão que se manifesta em ação.


1. O amor é um mandamento, não uma opção

Jesus declarou:

“Amai, porém, os vossos inimigos.”

Esta é uma das ordens mais desafiadoras do evangelho. Amar quem nos ama é natural. Amar quem nos rejeita é sobrenatural.

A Escritura afirma:

“Servi-vos uns aos outros pelo amor.” (Gálatas 5:13)
“O amor cobre uma multidão de pecados.” (1 Pedro 4:8)

O verdadeiro cristianismo não pode existir sem amor, porque o amor é a própria expressão do caráter de Deus.

Como está escrito:

“Deus é amor.” (1 João 4:8)

Isso significa que amar não é apenas um comportamento cristão — é uma evidência de que pertencemos a Deus.


2. O amor é demonstrado por atitudes, não apenas palavras

Vivemos em um tempo em que o amor é frequentemente declarado, mas raramente praticado.

O amor bíblico é visível.

Ele se expressa em atitudes, serviço, perdão e sacrifício.

O maior exemplo disso é o próprio Deus:

“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Romanos 5:8)

Deus não apenas disse que nos amava. Ele demonstrou Seu amor na cruz.

O amor verdadeiro sempre se manifesta em ação.

José é um exemplo poderoso disso. Mesmo tendo sido traído por seus irmãos, escolheu perdoar e cuidar deles (Gênesis 45). Ele respondeu ao mal com o bem.

Isso revela uma verdade profunda:

O amor cristão não depende do que recebemos, mas do que decidimos oferecer.


3. O amor que não espera recompensa é o amor que agrada a Deus

Jesus ensinou:

“Fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga.”

O amor natural ama esperando retorno. O amor espiritual ama esperando agradar a Deus.

O cristão não ama para ser reconhecido. Ama porque foi transformado.

Moisés demonstrou isso quando orou pela cura de Miriã, mesmo depois de ter sido criticado por ela (Números 12:13).

O apóstolo Paulo também escreveu:

“Quando somos injuriados, bendizemos.” (1 Coríntios 4:12)

Isso é o amor em sua forma mais pura.

Não é um amor baseado em mérito humano, mas na graça divina.


4. O amor revela nossa identidade como filhos de Deus

Jesus declarou:

“Sereis filhos do Altíssimo. Pois Ele é benigno até para com os ingratos e maus.”

Deus demonstra graça até mesmo àqueles que O rejeitam.

Ele faz o sol nascer sobre justos e injustos.

Quando amamos dessa forma, refletimos o caráter do nosso Pai celestial.

Como ensinava R.C. Sproul, o amor cristão não nasce da capacidade humana, mas da transformação operada pelo Espírito Santo. Não é um amor que produzimos por nós mesmos, mas um amor que flui de um coração regenerado.


5. O maior exemplo de amor: Cristo na cruz

A maior demonstração de amor não foi dada em palavras, mas em sacrifício.

A humanidade estava condenada pelo pecado. Não havia solução humana.

Mas Deus, em Sua infinita misericórdia, entregou Seu próprio Filho.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito.” (João 3:16)

Cristo tomou sobre si a nossa culpa para nos dar vida.

Ele recebeu a nossa morte para nos dar Sua vida.

Este é o amor que salva.

Este é o amor que transforma.


Conclusão

O amor que Cristo ensina não é um sentimento passageiro. É uma entrega permanente.

Amar é servir.
Amar é perdoar.
Amar é agir, mesmo quando é difícil.

O amor é a evidência visível de uma vida transformada por Deus.

Quando amamos como Cristo amou, revelamos ao mundo que pertencemos a Ele.

E mais do que isso, vivemos a própria essência do evangelho.


Aplicação final

Pergunte a si mesmo:

Você tem amado apenas quem o ama?
Ou tem amado como Cristo o amou?

O amor humano busca reciprocidade.
O amor divino busca redenção.

Que o Espírito Santo produza em nós este amor verdadeiro.



Pr. Marcos Gomes

Servo do Deus Altíssimo

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